Postado em 05 de Maio de 2022 às 08h28

A guerra por talentos

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P&P Consultoria - Desenvolvimento Humano e Organizacional Olhar à diversidade, valores comuns: o que contribui para criar e manter uma equipe coesa e de múltiplas habilidades? Bate-papo entre Fernanda Cristina Burin,...

Olhar à diversidade, valores comuns: o que contribui para criar e manter uma equipe coesa e de múltiplas habilidades?

Bate-papo entre Fernanda Cristina Burin, Superintendente Executiva de RH do Bradesco, Julia Gamba, HRBP Brazil da Signify Brasil e Vivian Broge, Diretora de RH da Iguatemi, teve como norte A guerra por talentos, em painel do 2º Fórum Melhor RH Confiança, promovido pela Plataforma Melhor RH, em março. Elas expuseram soluções implantadas em suas empresas, demonstrando suas estratégias para atrair e reter talentos, sob o olhar do negócio e do RH.

Fernanda comenta que muitos elementos gerados pela pandemia aceleraram a transformação digital, mas, algumas vezes, o mecanismo de formação de profissionais não está na mesma velocidade e nem na mesma qualidade que as organizações ou que a própria sociedade tem pedido. “A pandemia veio como um grande acelerador de muitos movimentos que já vinham acontecendo. Agora o desafio é entender como manter todas essas transformações”, avalia.

Ela considera um desafio ainda maior gerir e atrair talentos na atualidade, já que cada um tem um propósito. Para alguns, a flexibilidade é importante, para outros é a estabilidade e há também quem priorize benefícios oferecidos pela empresa, por exemplo.

Vivian Broge, da Iguatemi, Julia Gamba, da Signify e Fernanda Cristina Burin, do Bradesco: diversidade e entrega única x propósito variado.
Para Julia , esse desafio pode ser resolvido quando a corporação incentiva a diversidade, ao mesmo tempo em que coloca valores comuns à equipe. Ela enfatiza que quando se fala em gestão de pessoas, a capacidade de ampliar os pontos de vista é essencial.

O aprendizado contínuo e a inovação fazem toda a diferença. “As grandes organizações trazem como uma habilidade o aprendizado contínuo. Se a gente vai querer a diversidade cognitiva, quer diferentes habilidades, o propósito e valores daquele grupo precisam ser comuns. A grande entrega precisa ser comum”, aponta Julia.

Ela também lembra que os Recursos Humanos costumam buscar novos talentos nas universidades, mas alerta que é importante favorecer a multiplicidade dos grupos. Vivian concorda que o olhar à diversidade e também à flexibilidade cognitiva transformaram os movimentos tradicionais do RH em incentivo à criação de projetos mais ousados.

Ela comenta que durante a pandemia, os gestores foram apoiados a enxergar a demanda singular de cada um de sua equipe para que a gestão pudesse ser efetiva em um momento tão complexo. “As diferenças precisaram ser consideradas, afinal, colaboradores apresentaram demandas específicas”, aponta.

Ela enfatiza que a pandemia possibilitou o surgimento de projetos como rodas de conversa apoiadas por organizações, contratação de mulheres refugiadas e outras iniciativas que colocam o colaborador no centro da experiência.

“A gente tem cada vez mais buscado trazer para o nosso time flexibilidade cognitiva. A pandemia nos mostrou que o imponderável e o impossível acontecem. Então como fazer com que nossos times fiquem cada vez mais confortáveis com o desconforto, com a incerteza? Porque o fato é que o mundo se torna cada vez mais incerto”, diz ela.

Segundo a executiva, nesse período o Iguatemi levantou a importância da escuta ativa dos líderes, gestores e colaboradores e permaneceu com essa dinâmica, pois entendeu que quanto maior o porte da corporação, o desafio se torna cada vez maior também.

Nesse sentido, ela acredita que a tecnologia deve ser explorada como um facilitador e levanta esse tema para o debate. Ela comenta que os recursos humanos têm se engajado em inserir ferramentas que facilitem processos de formação de equipes, retenção de talentos etc.

Vivian então traz para o bate-papo os conceitos de um projeto relacionado à tecnologia do Iguatemi em que muitos paradigmas foram quebrados. A proposta foi buscar talentos em uma faixa etária diferente do que o senso comum avalia ter habilidade com tecnologia. O projeto desconstruiu estereótipos e buscou treinar e desenvolver e contratar profissionais 50 + como desenvolvedores em tecnologia. E foi considerado um sucesso de inovação e resolução de problemas com transformação.

Nas considerações finais, as integrantes fazem um chamado para outras reflexões que cheguem no cerne das necessidades das pessoas, dos clientes, do planeta, do ecossistema como um todo.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas.

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